Quem nunca enfrentou, durante uma entrevista, a situação onde o entrevistador pergunta se conhecemos alguma tecnologia que não dominamos? Qual a melhor abordagem para resposta? Falar que conhecemos a tecnologia para evoluir no processo e, quem sabe, garantir a posição; e depois ter que se desdobrar para comprovar esse conhecimento não obtido anteriormente, correndo o risco de ser desligado tanto pela falta de real experiência, desempenho abaixo do esperado, falta de produtividade ou quebra do vínculo de confiança? Ou dizer que realmente não conhece, correndo o risco de perder a oportunidade?

Como profissional de tecnologia, afirmo que é quase impossível ter conhecimento todas as tecnologias utilizadas atualmente, porque esta área é absolutamente dinâmica, e cada vez mais nos é exigido um nível de especialização e profundidade que se torna incompatível com a diversidade de linguagens, plataformas e metodologias disponíveis no mercado.

Durante muitas entrevistas que participei, como candidato, me deparei com este tipo de questão e a minha resposta foi sempre a mesma: “Não conheço, mas estou disposto a estudar e aprender sobre o tema o quanto antes”. Em algumas dessas entrevistas, o entrevistador me deu o feedback de que essa resposta foi determinante para prosseguir com meu processo, visto que fui honesto, sincero e demonstrei interesse pela posição e para o aprendizado.

Sendo assim, a “dica de ouro” é: durante uma entrevista de emprego, esteja preparado para perguntas semelhantes e seja sincero, em suas colocações, pois uma relação que inicia baseada na mentira dificilmente poderá dar bons frutos.

Respostas como “estou disposto a aprender” apresentam perseverança, adaptação, dinamismo, atualização, sinceridade e confiança, valores muitas vezes mais importantes que o conhecimento de determinada linguagem ou ferramenta.

Formado em Tecnologia da Informação, com MBA em Gerenciamento de Projeto, atuou durante mais de 20 anos na área com desenvolvimento de sistemas, em diversas linguagens e plataformas, participou de projetos no Brasil e na Europa. Em 2011 começou a se dedicar ao Desenvolvimento de Pessoas, através do conhecimento profundo das Competências Técnicas e Comportamentais necessárias aos profissionais de Tecnologia. Atualmente dedica-se a Processos de Recrutamento e Seleção, Outplacement e Coaching.